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SOS ABORTO |
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FETO ANENCÉFALO |
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Querida AMIGA,
Embora a maioria dessas crianças venha a falecer horas ou alguns dias após o parto, uma pequena parcela recebe alta hospitalar para o convívio com a família, que pode durar alguns meses. No normalmente curto período de sua vida, essas crianças podem receber o amor e carinho de seus pais, avós e irmãos, serem registradas civilmente e, uma vez falecidas, sepultadas dignamente. Todos esses previsíveis eventos devem ser alvo de preparo específico, estando incluídos no rol dos cuidados paliativos, comuns a todas as afecções letais. De nosso conhecimento, o máximo registrado na literatura em termos de sobrevida na anencefalia
foi de um ano e dois meses, embora um autor
argentino refira genericamente que algumas
dessas crianças poderiam atingir vários anos. Um outro aspecto a ser aprofundado é a possibilidade dessas crianças, por um mecanismo de neuroplasticidade, experimentarem sensações ou uma forma de consciência primitiva.Dr. Rodolfo Acatauassú Nunes – Professor Adjunto da
Faculdade de Ciências Médicas UERJ, Mestre e Doutor pela
Faculdade de Medicina da UFRJ.
Obs. MARCELA DE JESUS FERNANDES viveu 1 ano 8 meses e 12 dias.
Causa mortis: pneumonia aspirativa total do lado direito, não exclusiva de anencéfalos. |
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MITOS |
VERDADES |
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A anencefalia pode
causar a ruptura do útero |
A gestação de anencéfalos (assim como de fetos com outras malformações inviáveis) não coloca a vida da gestante em risco. A informação em sentido contrário é completamente infundada e, diria que, até irresponsável, só aumentando, equivocadamente, o sofrimento da gestante que se encontra nesse momento tão crítico.
Dra. Lúcia Pedroso Barbosa, médica, ultra-sonografista. |
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O anencéfalo não tem
condições de vida extra-uterina. |
De qualquer forma, não é verdadeira a afirmação, utilizada habitualmente como tentativa de descaracterizar o enquadramento como aborto, de que a vida extra-uterina na anencefalia é absolutamente inviável e de que todas essas crianças morram logo após o parto.
Dr. Rodolfo Acatauassú Nunes
Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas UERJ
Mestre e Doutor pela Faculdade de Medicina da UFRJ. |
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Bem por isso se mostra correta a afirmação de
que o feto anencéfalo, um projeto embriológico
falido, “não é um processo de vida, mas um processo
de morte”. Não se está diante de um nascituro;
antes, de um
morituro.
Franco, Alberto Silva, in ANENCEFALIA*
Breves considerações médicas, bioéticas, jurídicas e jurídico-penais**
www.usp.br/nemge/textos_relacoes_juridicas/anencefalia_silvafranco.pdf
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A alegação que a "anencefalia" do feto gera risco materno é falsa, pois
essas gestações não aumentam sequer um ponto nas taxas de mortalidade
materna, ao contrário, a gestação levada a termo é o mais natural e
indicado. Os riscos que podem ocorrer durante a gestação dos "anencéfalos"
são os mesmos que podem ocorrer numa gestação de um feto sem "anencefalia".
Dr. Gilson Luís Roberto
Médico, formado pela Faculdade de Medicina da PUC-RS, em Porto Alegre, RS, no ano de 1991;
Especialista em Psicologia Analítica Junguiana. |
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